domingo, 12 de março de 2017

Resumo - Introdução - SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil, 2013.





Há uma grande massa de informações que compõe toda a história das ideias pedagógicas do Brasil desde o início, considerando o período de 1549 até 2001. Segundo o autor, o objetivo foi compor uma visão de conjunto da história da educação brasileira para auxiliar os professores no trabalho pedagógico. Para isso, a evolução do pensamento pedagógico a partir da identificação, classificação e periodização das principais concepções educacionais desde a sua origem até os dias atuais.

Para tanto, é necessário a consciência da historicidade humana, isto é, a percepção de que o presente se enraiza no passado e se projeta no futuro. Segundo Saviani, não podemos compreender radicalmente o presente se não compreendermos as suas raízes, o que implica o estudo de sua gênese.


O método de pesquisa é a historiográfica, utiliza a periodização dos eventos – o tempo curto dos acontecimentos; o caráter educacional nos marcos de período – o tempo médio das conjunturas; a mediação para entendermos seu processo global – o tempo longo das estruturas. Isso implica em atingir um certo nível de generalidade em um corte de tempo, até porque, tal recorte se guiou via parâmetro político, abordando a educação nos períodos colonial, imperial e na república.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A ESCOLA E SEUS PROTAGONISTAS

PROFESSOR - - Que transmite o conhecimento e deposita o saber;

- Educação bancária: a carteira é uma forma (Paulo Freire);                                                                               

- Estrutura da sala de aula: posição das carteiras e do púlpito religioso;
                                                                             
ATENÇÃO: Educação contemporânea: necessidade de mediação pedagógica mais próxima com  o educando e sua realidade. 

EDUCADOR - - Que constói em relação com o educando o conhecimento e o saber;  

- Que se humaniza na relação pedagógica e é humilde para reconhecer que ao mesmo tempo ensina e aprende;  

- Que atribui no processo de ensino e aprendizagem sentido e significado para
o cotidiano do educando;

- Que reconhece que o educando ‘vem de casa’ com o saber pré-formado em seu senso comum.  

ALUNO - - Na origem de sua palavra, a-luno significa ‘sem luz’;
- Supõem-se que quando chega na escola é ‘uma folha em branco’.    

EDUCANDO -  - Em processo constante de ensino e aprendizagem e chega na escola com conhecimentos prévios.
- ‘O Tempo Airhos e o Tempo Crhonos’.

INDIVÍDUO - - Uno, singular, único, legítimo, dotado de muitas facetas, também de necessidades (Pirâmide de Maslow) e de sentimentos (Henry Wallon);
- Da relação com ‘o bem e o mal’; das dualidades e contradições existenciais.

SUJEITO - Relações sociais, o ser humano não é um bloco de gelo;
- Da inserção dos conflitos de ideias e contradições por ser estritamente inacabado, perfectível e falível. 

RESPONSIVIDADE PRESENTE NA PALAVRA – Mikhail Bakhtin (Russo)

- O filósofo do diálogo, do conceito da linguagem. Da palavra proferida nas relações sociais e interação mediada pelo diálogo dos locutores (quem fala ou escreve) e dos interlocutores (quem lê ou escuta) no processo de interação dos discursos cotidianos, artísticos, filosóficos, científicos e institucionais;
- O sentido das palavras e contextos na relação de direitos, deveres, sentimentos de dever, compromissos, obrigações e relação entre culpados e vitimados.     

  

domingo, 25 de setembro de 2016

Parte I - Quais saberes são necessários para o século XXI?

Olá a todos!

A intenção nesta "Parte I" é discutir o livro do Edgar Morin em "Os sete saberes necessários à educação do futuro" dos Capítulos I, II, III e IV;

A pergunta que não quer calar com certeza é: Quais saberes são necessários à educação do futuro? De que saberes os nossos professores precisam se empenhar para educar no futuro?

No capítulo I, intitulado de "As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão" vimos a preocupação do autor em introduzir e desenvolver na educação o estudo das características cerebrais, mentais, culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e modalidades e das disposições tanto psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro e à ilusão.
Morin nos diz que nossa memória é fonte de inúmeros erros, assim como nossa mente é dotada de potencial de mentira para si próprio (self-deception), como fonte constante de erros e de ilusões - o egocentrismo, a necessidade de autojustificativa, a tendência a projetar sobre o outro a causa do mal nos fazem mentir para nós mesmos. Neste sentido, a verdadeira racionalidade, aberta por natureza, dialoga com o real que lhe resiste num debate argumentado das ideias e não numa propriedade fechada de sistema de ideias.
É necessário nos atentar também ao fato de que um paradigma pode ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar no cuidado com o "grande paradigma do Ocidente" - o paradigma cartesiano formulado por Descartes onde separa:

Sujeito - Objeto \\\ Alma - Corpo \\\ Espírito - Matéria \\\ Qualidade - Quantidade \\\ Finalidade - Causalidade \\\ Sentimento - Razão \\\ Liberdade - Determinismo \\\ Existência - Essência

Assim, temos um problema, que é instaurar a convivialidade tanto com nossas ideias quanto com nossos mitos. No contexto das incertezas do conhecimento, precisamos civilizar nossas teorias e desenvolver nova geração de teorias abertas, racionais, críticas, reflexivas, autocríticas, aptas a se auto-reformar e a permitir o conhecimento complexo.

No capítulo II, intitulado de "Os princípios do conhecimento pertinente" nos diz que um problema ignorado de nossa educação é o da necessidade de promover o conhecimento capaz de entender os problemas globais e fundamentais para neles inserir os conhecimentos parciais e locais dada a supremacia da fragmentação das disciplinas, o que impede a operar o vínculo entre as partes e a totalidade em seu contexto, sua complexidade e seu conjunto. Neste sentido, o conhecimento pertinente deve empreender o contexto, o global, o multidimensional e a complexidade.

No capítulo III, intitulado de "Ensinar a condição humana" nos diz que o ser humano é ao mesmo tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. Segundo ele, esta unidade complexa é desintegrada na educação pelo isolamento das disciplinas, o que torna difícil aprender o que significa ser humano e menos ainda de revelar sua identidade complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos. Assim, a condição humana deve ser o objeto essencial de todo o ensino.

No capítulo IV, intitulado de "Ensinar a identidade terrena" nos diz que o destino planetário do gênero humano é outra 'pedra do sapato' ignorada pela educação. Convém ensinar a história da era planetária em seu início desde o século XVI no estabelecimento da comunicação entre todos os continentes e mostrar como as partes do mundo se tornaram solidárias, sem ocultar as opressões e a dominação que devastaram a humanidade e que ainda não desapareceram. Neste sentido, é importante indicar a crise planetária marcada desde o século XX, mostrando que todos os seres humanos partilham de agora em diante dos mesmos problemas de vida, de morte e de um destino comum.

Abraços e até mais!

Dicas para escrever o Relatório Psicopedagógico

DICAS PARA ESCREVER  RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO O relatório psicopedagógico é diferente do relatório pedagógico em vários aspetos. O...