domingo, 21 de maio de 2017

SOMOS TODOS CANALHAS - Corrupção política



Ótima indicação de leitura para quem deseja entender mais da dinâmica da ética humana e não sair por aí com um montão de achismos, principalmente, no que se refere a falta de educação como sendo a causa da corrupção em nosso país. 

Se fosse por falta de educação, em Brasília não teríamos corrupção, afinal, a maioria tem graduação acadêmica.

Gente, não precisa muito para compreendermos a corrupção em nosso país. Basta irmos a uma fila de banco - os espertinhos deixam os velhinhos lá para trás - ou entrar num ônibus lotado que veremos idosos, gestantes e deficientes em pé - enquanto que os "marmelões" estão belos e sentados.

Gente, corrupção é algo puramente humano. 

A grande questão é: Como enfrentá-la, por quê enfrentá-la ou como garantir meios de não serem burlados ou retirados os direitos dos menos favorecidos \\\ essas são questão que devemos nos ocupar e não simplesmente apontar o dedo, sendo que a corrupção está em toda a estrutura da sociedade - desde o cidadão simples até o cidadão que usa "colarinho branco" no planalto.

Não estou aqui defendendo o presidente ou qualquer partido que seja. Estou aqui porque de tanto ouvir a mesma estória, me incomoda o fato de não haver uma discussão séria sobre o assunto.

Aí o mundo fica a ver apenas a ponta do iceberg, sem considerar toda uma estrutura complexa, política, social, cultural, econômica e tecnológica por trás do momento caótico político que atravessa o Brasil atualmente.

Segue anexo que dá para baixar em PDF pelo Google: https://ensaiosflutuantes.files.wordpress.com/2016/03/somos-todos-canalhas-clovis-de-barros-filho.pdf

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Diversidade linguística e pluralidade cultural no Brasil

  • Três ambientes de socialização (família, amigos e escolas);
  • Papéis sociais (pai, mãe, filho, filha, avós, tias, etc...);
  • Estilo monitorado e não monitorado;
  • Eventos com a língua escrita e com a língua oral (não existe a forma ‘certa’ ou ‘errada’ de falar, mas sim formas ‘adequadas’ as diversas situações;
  • O linguísta Antunes Nascentes propõs uma divisão dialetológica em duas grandes áreas dialetais: a norte e a sul, cada uma delas subdivididas em subáreas;
  • A variação regional ou falar é um instrumento identidário como mero resultado de fatores políticos e econômicos – o dialeto (variação regional) pode ser considerado ‘ruim’ ou ‘bom’, se a região for pobre ou rica, respectivamente.


domingo, 23 de abril de 2017

CAP. IV – A “máquina mercante” e as metamorfoses na educação RESUMO SAVIANI


2º PERÍODO: As ideias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da pedagogia tradicional

CAPÍTULO IV – A “máquina mercante” e as metamorfoses na educação

Os jesuítas gerenciavam uma grande empresa moderna, conforme a lógica dos latinfúndios monocultores; em condições vantajosas, pois, além de contar com frequentes doações, com os favores reais e isenção de tarifas, desfrutavam da mão de obra gratuita dos índios reunidos em aldeamentos dirigidos pelos jesuítas.

Possuíam um imenso patrimônio – colégios, seminários e igrejas, casas de aluguel, terras de cultivo, fazendas, engenhos, currais e, como agentes produtores em todas essas propriedades, considerável número de escravos.

O quadro econômico descrito juntou-se a questão política das terras missionárias, quando as Coroas da Espanha e de Portugal se voltaram juntamente contra os jesuítas, estes se indispuseram contra as duas Coroas nos termos do Tratado de Madri.


Francisco Xavier de Mendonça Furtado, governador do estado do Grão-Pará e Maranhão descreve ao Marquês de Pombal em 21 de novembro de 1751 e relata que os padres empreendiam contra a liberdade dos índios; a posse dos bens situados; a venda de drogas, de carnes e couros, de peixes; e como se não bastassem tais denúncias, os jesuítas se recusavam a cumprir as bulas e ordens papais, assim como as determinações reais, resultando num conflito insolúvel com a Coroa Portuguesa, culminando na expulsão desses, decretado em 1759.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)

sábado, 1 de abril de 2017

Traços da Personalidade - Desenho Humano - Os quatro tipos

Os Quatro Tipos

MANIFESTADOR * -Os Manifestadores são pessoas energéticas, são os verdadeiros iniciadores. Estão no mundo para manifestar, da comunicação à ação, e para isso precisam primeiro informar ao outro. ESTRATÉGIA: informar antes de agir.

GERADOR* - Os Geradores estão no mundo para gerar energia, para responder à vida. Precisam ser perguntados, questionados pelo outro (os), assim podem acessar sua verdade e responder de acordo com sua natureza. ESTRATÉGIA: esperar para responder. Não iniciar.

PROJETOR* - Os Projetores estão no mundo para guiar, são naturalmente capazes de guiar e trabalhar com a energia do outro(s). ESTRATÉGIA: esperar por convites especiais da vida: casamento, carreira, família, amor, etc. Não perseguir, não iniciar.

REFLETOR* - Os Refletores estão no mundo para descobrir quem realmente são através das experiências e da interação com o outro (s). Um Refletor não tem nenhuma definição, não tem centros ou canais definidos, não tem nada fixo em sua natureza que seja algo em que possa contar como seguro, como consistente. ESTRATÉGIA: esperar um ciclo completo da lua (28.5 dias) antes de tomar decisões importantes. Esta espera é o tempo necessário para o Refletor conhecer sua verdade, para então tomar a decisão correta de acordo com sua natureza.

Aos interessados, faço seu desenho humano. WhatsApp: 081995718328

http://www.desenhohumanobrasil.com.br/comunidade/biblioteca/osquatrotipos

domingo, 26 de março de 2017

CAP. III – A institucionalização da pedagogia jesuítica ou Ratio Studiorum (1599-1759) - RESUMO SAVIANI


Em 1564, a Coroa portuguesa adotou o plano da redízima, pelo qual dez por cento de todos os impostos arrecadados da colônia brasileira passaram a ser destinados à manutenção dos colégios jesuíticos.

A Companhia de Jesus deu início a elaboração de um plano geral de estudos a ser implantado em todos os colégios da Ordem em todo o mundo. O padre Claúdio Aquaviva, superior geral da Ordem dos Jesuítas, eleito em 1581, deu início em 1584 aos trabalhos de elaboração do Ratio Studiorum, chegando a versão definitiva em 1599.

A orientação seguida foi a do modus parisiensis, método adotado na capital da França e marca da Universidade de Paris, introduziu a divisão dos alunos em classes, sua organização se dava pelos alunos de mesma idade, ministravam um programa previamente fixado proporcional ao nível dos alunos, sendo cada classe dirigida por um professor. Os mecanismos de estudos implicavam castigos corporais e prêmios, louvores e condecorações, denúncia ou delação.

Pode-se considerar o modus parisiensis como o germe da organização do ensino à constituição da escola moderna, que supõe edifícios específicos, classes homogêneas, progressão dos níveis de escolarização em séries e programas sequenciais, ministrados por determinado professor.

O código representado pelo Ratio Studiorum continha 467 regras. Era de caráter universalista porque era adotado por todos os colégios jesuíticos em todos os lugares onde estivessem e elitista porque se destinou aos filhos dos colonos, excluindo os indígenas, os colégios jesuíticos se converteram no instrumento de formação da elite colonial.

Em 1750 haviam 728 casas de ensino – nove anos antes da expulsão dos jesuítas do Brasil e dos demais domínios portugueses.

Com os trabalhos de padres dedicados ao ensino nos colégios jesuítas, houve maior divisão do trabalho didático, daí resultando: a criação de espaços especializados para o ensino; desenvolvimento da seriação dos estudos; diferenciação entre as áreas do conhecimento e crescente número de professores especializados por área de saber.

As ideias pedagógicas expressas no Ratio Studiorum correspondem ao que ficou conhecido na modernidade como pedagogia tradicional. Caracteriza-se por uma visão essencialista de homem, constituído como universal e imutável e cumpre a educação moldar sua existência particular e real à essência universal e ideal que o define humano. Ligada a vertente religiosa, a corrente do tomismo de – Tomás de Aquino, filósofo e teólogo medieval concebe o homem como imagem e semelhança de Deus e deve atingir a perfeição humana na vida natural e fazer por merecer a dádiva da vida sobrenatural.

A orientação da corrente do tomismo está na base do Ratio Studiorum – regra nº 2 do professor de filosofia era em questões de suma importância não se afaste de Aristóteles e a regra nº 6 recomendava falar sempre com respeito de Santo Tomás.

Predominou aproximadamente por dois séculos, até 1759, quando se deu a expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias por ato de Marquês de Pombal, então primeiro-ministro do rei Dom José I.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)

quinta-feira, 23 de março de 2017

CAP. II – Uma pedagogia brasílica (1549-1599) - RESUMO SAVIANI


CAPÍTULO II – Uma pedagogia brasílica (1549-1599)

A educação indígena – A exemplo dos Tupinambá, numa sociedade sem classes, como nas comunidades primitivas, os fins da educação coincidem com os interesses comuns do grupo e se realizam igualmente em todos os seus membros, de modo espontâneo e integral.

Atingiam a idade da experiência, os maiores de 40 anos de idade e se encontravam nos postos-chave da vida social (os chefes de grupos locais), na vida militar (líderes guerreiros) e na vida religiosa ou esfera sagrada (pajés e pajé-açu) – tinham o papel principal de atualizar a memória coletiva, preservando e avivando as tradições tribais.

A colonização no Brasil contou a contribuição imprescindível das ordens religiosas, considerando que os primeiros evangelizadores no Brasil foram os franciscanos, uniam a catequese à instrução.

No campo das ideias pedagógicas, a visão jesuítica prevaleceu em consequência da determinação do rei de Portugal, sendo apoiados tanto pela Coroa Portuguesa como pelas autoridades da colônia, procedendo de forma mais orgânica o monopólio da educação nos dois primeiros séculos da colonização.

Uma pedagogia brasílica – a primeira fase da educação jesuítica foi marcada pelo plano de instrução elaborado por Manuel de Nóbrega, sua aplicação foi precária, encontrou oposição no interior da própria Ordem Jesuítica que fora suplantado pelo Plano Geral de estudos organizado pela Companhia de Jesus, tendo como seu fundador Inácio de Loyola e consubstanciado no Ratio Studiorum.

Tal plano de Nóbrega iniciava-se com o aprendizado do português (para os indígenas); prosseguia com a doutrina cristã, a escola de ler e escrever. Pode-se perceber a articulação das ideias pedagógicas em três aspectos: a filosofia da educação em sua máxima generalidade, a teoria da educação enquanto organização dos meios, os recursos materiais e os procedimentos e a prática pedagógica na efetivação do processo.

Em Nóbrega, as ideias pedagógicas se encarnavam segundo os meios necessários preconizados: a sujeição dos sujeitos, sua conversão à religião católica e sua conformação disciplinar, moral e intelectual à nova situação.

Em Anchieta, as ideias pedagógicas giravam em torno da filosofia da educação na doutrina da Contrarreforma e expressas no plano educacional posto em prática. Para realizá-lo, utilizou o idioma Tupi para se dirigir aos nativos como aos colonos, produzindo poesia e teatro num correlato de mundo maniqueísta entre forças em pérpetua luta: Tupã-Deus, com sua constelação familiar de anjos e santos e Anhangá-Demônio, com a sua corte de espíritos malévolos que se fazem presentes nas cerimônias Tupi.

Para os jesuítas, a religião católica era considerada obra de Deus e as religiões dos índios e negros vindos da África eram obra do demônio. Eis como se cumpriu, pela catequese e pela instrução, o processo de aculturação da população colonial nas tradições e nos costumes do colonizador.

A pedagogia brasílica fora formulada e praticada sob medida para as condições encontradas nas terras descobertas pelos portugueses.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)

domingo, 12 de março de 2017

CAP. I – Colonização e educação - RESUMO SAVIANI.


1º Período: As ideias pedagógicas no Brasil entre 1549 e 1759 – Monopólio da vertente religiosa da pedagogia tradicional

Cap. 1: Colonização e educação

Chegada dos portugueses no Brasil em 1500.

Dom João III, rei de Portugal, nomeou para a função de Governo Geral do Brasil, Tomé de Souza, chegando ao Brasil em 1549 e trazendo os primeiros jesuítas – grupo formado por quatro padres e dois irmãos chefiados por Manoel de Nóbrega.

Considera-se o início da história da educação brasileira, o ano de 1549, porque eles criaram escolas e instituíram colégios e seminários por diversas regiões do território a partir deste grupo de jesuítas que chegara ao Brasil.

O processo de colonização articula dialeticamente três momentos representados pela colonização propriamente dita: a exploração e a posse da terra, subjugando os seus habitantes, os íncolas; a educação enquanto processo de aculturação e inculcação nos colonizados das práticas, técnicas, símbolos e valores próprios dos colonizadores; e a catequese, entendida como a difusão dos princípios religiosos e a conversão dos colonizados à religião dos colonizadores.

Em verdade a emergência da educação como fenômeno de aculturação tinha na catequese sua ideia-força claramente formulado no Regimento de Dom João III, de 1549, implementadas na colônia brasileira pelo primeiro Governo Geral.

Segundo Saviani, a educação colonial no Brasil compreende etapas distintas:

1ª etapa: O período heroico – de 1549 quando chegam os primeiros jesuítas no Brasil até a morte do padre Manuel de Nóbrega, em 1570. Saviani considera que este período se estende até a morte de Anchieta, em 1597 e a promulgação do Ratio Studiorum¸ em 1599.
2ª etapa: de (1599 - 1759) – marcada pela organização e consolidação da educação jesuítica centrada no Ratio Studiorum.

3ª etapa: de (1759 – 1808) – corresponde a fase pombalina, que inaugura o segundo período da história das ideias pedagógicas no Brasil.


SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)


Dicas para escrever o Relatório Psicopedagógico

DICAS PARA ESCREVER  RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO O relatório psicopedagógico é diferente do relatório pedagógico em vários aspetos. O...